Método GDS

O Método

O Método GDS de Cadeias Musculares e Articulares é um Método global de fisioterapia e de abordagem biomecânica e comportamental, que atua na prevenção, no tratamento e na manutenção da boa organização corporal.
Criado e desenvolvido pela fisioterapeuta e osteopata belga Godelieve Denys Struyf, nas décadas de 60 e 70, o Método visa uma leitura precisa do gesto, da postura e das formas do corpo, favorecendo uma abordagem individualizada.
O Método GDS trabalha com o conceito de que nossa atitude postural e a forma de nosso corpo deriva de uma multiplicidade de fatores, desde a genética até o psiquismo e o comportamento. Há seis famílias de músculos que dão ao corpo a possibilidade de se expressar. A cada uma destas famílias corresponde uma tipologia psicocomportamental. Entretanto, elas podem, em consequência de uma constância de tensão, aprisionar o corpo em uma determinada tipologia, dificultando sua adaptabilidade mecânica e comportamental e tornando-se, então, fonte de sofrimento. Neste momento, configuram-se no corpo cadeias de tensão musculares.
A proposta do Método GDS é a leitura precisa dessa linguagem a fim de determinar os meios de desfazer essa prisão muscular para que o corpo possa reencontrar a liberdade de movimentos e de expressão. A partir da leitura das marcas morfológicas e da delimitação do terreno de predisposições, adota-se um procedimento terapêutico de equilíbrio das tensões entre as cadeias musculares, possibilitando o ajustamento ósteo-articular, a reestruturação da função e a reorganização corporal, como resultado do aprendizado do gesto correto e justo.
A formação GDS se dirige a profissionais com curso superior na área da saúde (inclusive Educação Física).

As Cadeias Musculares e Articulares


Cadeias Anteromedianas: 
A atividade preferencial das cadeias anteriores e medianas AM está associada à afetividade, ao sensorial, à necessidade de ser amado. As cadeias AM são responsáveis pelo bom posicionamento de D8 e da ancoragem do corpo. Estas, com a sua necessidade de toque, tem um papel fundamental na construção do ego e da consciência corporal. 


Cadeias Posteromedianas:
A atividade preferencial das cadeias posteriores e medianas PM está associada à necessidade de ação, de realização e de desempenho, levando a uma atitude em propulsão para a frente. As cadeias PM tem um papel primordial na manutenção da verticalidade, freando a queda do corpo para frente.

 
Cadeias Posteroanteriores e Anteroposteriores:
As três atitudes são subtensionadas muscularmente por uma mesma motivação: a necessidade de ser, da construção da individualidade e da busca do ideal em todos os níveis. Dois encadeamentos musculoaponevróticos subtensionam gerando essas três atitudes que, no seu funcionamento fisiológico, devem alternar suas respectivas atividades para manter o ritmo respiratório, manter o equilíbrio das massas, o eixo vertical e o centro de gravidade. As cadeias posteroanteriores PA entram em atividade na fase inspiratória e as cadeias anteroposteriores AP, na expiratória. Quando essas duas cadeias perdem a sua alternância fisiológica, é gerada a atitude PA-AP.


Cadeias Anterolaterais:
A atividade preferencial das cadeias anteriores e laterais AL está associada a um modo relacional preferencialmente introvertido, caracterizado por uma seleção diante das trocas com o meio. Essas cadeias favorecem a adução, a flexão e a rotação interna da raiz dos membros, gerando uma atitude de recolhimento e podendo, no excesso, chegar a achatar o corpo no próprio eixo.


Cadeias Posterolaterais:
A atividade preferencial das cadeias posteriores e laterais PL está associada a um modo relacional preferencialmente extrovertido, caracterizado pela necessidade de entrar em comunicação. Essas cadeias favorecem a abdução e a rotação externa das raízes dos membros, gerando uma atitude arqueada e desdobrada.

Formação: www.apgds.com.br
Informações sobre o método:
http://www.facebook.com/l/jAQFI6pdyAQH50skvyVcsUWj7hY75anc-y0hUFw03knvIUA/www.apgds.com.br
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